23 de Novembro, 2017
Por Teresa Nogueira
JOGADOR DA SELECÇÃO NACIONAL, FREDERICO SANTOS FOI RECRUTADO PELA IPFW

"O voleibol nos EUA é o 3º desporto universitário masculino"

Exímio jogador de voleibol, e atleta da seleção portuguesa, o jovem portuense Frederico Santos escolheu os Estados Unidos para prosseguir os estudos e dar seguimento à sua carreira desportiva. Recrutado pela IPFW Indiana University Purdue University Fort Wayne, com 100% de bolsa, Frederico salienta as excelentes condições que são postas ao dispor dos atletas-estudantes nos EUA.

1 - Ao fim de dois meses que balanço fazes desta aventura pelos Estados Unidos?
O balanço está a ser muito positivo. Nunca tinha passado por uma experiência universitária do género e acho que tem muitos pontos a seu favor.

2 - Como é ser um estudante-atleta nos EUA?
Ser estudante-atleta nos Estados Unidos é uma coisa que é muito valorizada pela universidade. A compatibilidade entre as aulas e o desporto é maior e esse é um dos pontos mais fortes para atletas que queiram tirar um curso mais "complicado". Por outro lado, os atletas aqui nos E.U.A. são motivados para ter um desempenho exemplar em termos escolares e a equipa técnica está sempre a par do mesmo. No fim do ano os atletas com melhor média são "premiados".

Frederico destaca as excelentes condições da universidade onde estuda e joga voleibol

3 - Como foi a adaptação?
A adaptação não foi muito complicada. O estilo de vida aqui era o que estava à espera e tem muitas coisas em comum com o estilo de vida em Portugal. Para além disso as pessoas são muito prestáveis e estão sempre dispostas a ajudar.

4 - Como tens gerido as saudades de casa e do teu país?
As saudades são mais difíceis de gerir, mas acho que é uma coisa que depende de pessoa para pessoa. No meu caso, como estou habituado a estar em estágios com a seleção nacional durante 1 mês / 2 meses seguidos as saudades não são fáceis mas é algo que já estou um bocado habituado a gerir.

5 - O que estás a achar do ensino norte-americano?
O ensino nos Estados Unidos é um ensino similar ao de Portugal, no sentido em que as cadeiras em cada curso são similares. No entanto, o ensino norte-americano é mais prático em relação à quantidade de teoria lecionada em Portugal, as aulas são mais informais do que em Portugal e a avaliação é contínua e repartida durante todo o ano.

6 - Como são vistos os atletas de vólei nos EUA?
O voleibol nos Estados Unidos é muito apelativo ao público e é o terceiro desporto universitário masculino mais popular, estando atrás do futebol americano e basquetebol.

Frederico e os amigos numa noite no bowling

7 - O que esperas deste ano?
Este ano espero manter uma média alta e continuar a evoluir em termos desportivos, bem como ter bons resultados.

8 - Quais são os teus objectivos de futuro?
Os meus objetivos de futuro são completar o curso aqui nos E.U.A. jogar profissionalmente e depois, mais tarde, exercer o curso que tirei.

9 - Quais foram as maiores dificuldades que sentiste?
Não houve nada que achasse assim muito difícil de me habituar, mas acho de maneira mais leve, o mais complicado são gerir as saudades de Portugal em alguns aspetos, principalmente a comida uma vez que eu não sabia cozinhar muita coisa (quase nada!) antes de vir para aqui ahah. E maioritariamente habituar-me a jogar com uma bola diferente (a bola usada aqui é diferente da bola usada em Portugal).

10 - O que achaste do processo de obtenção da elegibilidade pela liga desportiva?
O processo de obtenção de elegibilidade pela liga é muito leve e fácil. É um processo simples de ser explicado numa conversa e fácil de entender. Uma coisa que ajuda o aumento da elegibilidade de um atleta é o facto de nos E.U.A. as os alunos só entram na escola no ano letivo em que fazem anos, o que faz com que os alunos portugueses nascidos em Setembro ou depois tenham, em princípio, mais um ano de elegibilidade.

Não é só de trabalho que se faz a vida de um atleta-estudante na IPFW

11 - Como é o ambiente com os teus colegas de equipa e a equipa técnica?
O ambiente entre atletas é incrível. Todos os atletas dão-se muito bem com todos os companheiros de equipa. O mesmo se aplica a mim, eu dou-me muito bem com toda a gente na equipa e toda a gente sente que somos mais uma família do que equipa, uma vez que passamos a maior parte do dia todos juntos. A relação com os treinadores é muito pessoal e próxima, uma vez que o objetivo deles é que todos os atletas evoluam e passam grande parte do dia com os mesmos.

12 - O que achas da tua universidade?
A universidade é muito boa, as condições são superiores às que os alunos em Portugal estão habituados, principalmente as desportivas. O campus é muito grande e o facto de as instalações desportivas estarem dentro da faculdade facilita muito em termos de deslocações e eficiência de tempo.

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