04 de Abril, 2017

Carol Rodrigues mais próxima do sonho nos EUA: Jogar profissionalmente depois de licenciada

Carol Rodrigues e as companheiras de equipa

Ao fim de quase quatro anos a estudar e a disputar campeonatos universitários nos Estados Unidos, a brasileira Carol Rodrigues vê o sonho de se tornar jogadora profissional cada vez mais perto. A equipa feminina do Orlando City, o Orlando Pride, anunciou que conta com a atleta, enviada para os Estados Unidos pela Next Level, na sua pré-temporada de 2017. Eu treinei com eles no verão passado aqui na Flórida, durante o meu período de férias na universidade, e eles gostaram muito de mim. Este ano, recebi uma ligação para participar da pré-temporada com eles. Porém, eles só possuem uma vaga para jogadora internacional e terei que ir muito bem nesses próximos meses. Até eu me formar eles vão tomar uma decisão. Quero muito ficar aqui. Vai dar tudo certo, se Deus quiser, explica Carol.

Nos dois primeiros anos nos EUA Carol jogou pela Monroe College em Nova Iorque. Ela ajudou muito a equipa a ganhar o primeiro título nacional da escola na NJCAA Division 1, principal liga universitária para faculdades com dois anos de duração. Carol conta: Eu sabia que o futebol brasileiro não me daria a oportunidade de me formar numa grande universidade e ao mesmo tempo continuar com o sonho de jogar profissionalmente. Em 2016, a atleta-estudante foi a autora de um dos golos mais bonitos da história do campeonato universitário feminino dos EUA (NCAA D1). O golaço foi mostrado em rede nacional pela ESPN por alguns dias.

Lance do golo de bicicleta de Carol, que joga pela University of Central Florida Créditos: Photo Courtesy UCF Athletics

Foi emocionante. Quando eu marquei esse golo, foi o meu trabalho duro se transformando em realidade. Depois da temporada de 2014, Carol transferiu-se para a Universidade Central da Florida (University of Central Florida) e, logo no seu primeiro ano, brilhou vestindo a camisola dos Knights, mascote da universidade. Ela atuou em 16 jogos e liderou a sua equipa com 10 golos e 24 pontos (contando assistências para golos). Com tanta produção dentro de campo, incluindo quatro golos que levaram à vitória da equipa na temporada, ela foi premiada como melhor jogadora da liga por duas vezes. O estilo de jogo aqui nos EUA é bem diferente do jogado no Brasil. Eu tive que perder peso e me adaptar à velocidade do jogo daqui. Me desafiei todos os dias para estar apta a jogar no nível que a liga universitária americana de futebol exige.

Como atacante, o trabalho da jogadora é fazer golo, mas, acima de tudo, colocar a sua equipa no lugar mais alto da tabela. Por isso, Carol fala como a equipa a ajudou a chegar onde está hoje: Não penso em ser a melhor jogadora da equipa ou ser artilheira (goleadora). O pensamento é fazer o meu papel para que o time seja bem-sucedido dentro e fora de campo. Aqui não tem espaço para vaidade. Se você não pensa como equipe, as suas próprias colegas te rejeitam. Todo mundo tem que trabalhar duro para o benefício do conjunto. Carol está a formar-se em Business (Negócios) e o seu sonho é jogar profissionalmente depois de se licenciar. Vamos continuar atentos ao percurso desta incrível jogadora de futebol.

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