06 de Fevereiro, 2017
Empréstimos Bancários para Formação no Estrangeiro

Sem dinheiro para estudar nos EUA?

Teresa Nogueira

Estudar e jogar numa universidade norte-americana acarreta alguns custos para as famílias, mesmo que o atleta-estudante receba uma bolsa de 100 por cento. Há sempre que contar com os custos das passagens aéreas, o seguro de saúde indispensável nos EUA e bastante caro -, os gastos extras do atleta, entre outros, que não estão cobertos pelas bolsas. Claro que uma bolsa que paga todos os custos com propinas, estadia e alimentação facilita tudo, mas muitas vezes, a necessidade de orçamento nos Estados Unidos ultrapassa aquilo que as famílias podem pagar. Então morre aqui o sonho de jogar e estudar numa universidade norte-americana?
Claro que não. Entre algumas das soluções que os nossos atletas encontraram para conseguir verbas, uma tem-se revelado especialmente eficaz e comportável: os empréstimos concedidos pela banca aos estudantes. O chamado crédito pessoal formação. Na generalidade, estes empréstimos são concedidos até um máximo de 50 euros, a pagar em 15 anos, e com baixas taxas de juro.

As boas notícias para os estudantes é que estes empréstimos têm um período de carência durante o tempo de estudo e um a três anos depois da graduação. Isto é, o estudante não terá de amortizar o empréstimo enquanto estiver a estudar (pagando apenas juros) e ainda terá tempo para arranjar um eventual emprego até começar efectivamente a liquidar o empréstimo. Um dos bancos que tem este produto financeiro é a Caixa Geral de Depósitos que, inclusive, já financiou alguns dos atletas-estudantes da Next Level que se encontram nos EUA. Refere a Caixa no seu site que durante a frequência do curso, e até três anos após a sua conclusão, o estudante só paga juros, o pagamento de capital é feito só após a conclusão do curso e o aluno beneficia ainda de prazos de reembolso alargados. A taxa de juro nominal praticada pela CGD fica-se pelos 3,4 e 4,5% bem longe dos 15 a 20 por cento cobrados num vulgar crédito ao consumo. O Santander Totta oferece um produto semelhante e com taxas de juro muito similares, acrescentando ainda uma redução da taxa de juro em função das avaliações dos estudantes em cada semestre. Por seu turno, o Montepio pratica uma TAEG de 4,4 por cento e financia até 50 mil euros para estudos no estrangeiro até um prazo máximo de 84 meses. Outros bancos também oferecem este produto e, tal como com todas as ofertas financeiras, devem ser comparadas as melhores propostas para que se faça uma escolha informada. Um bom auxiliar para esta tarefa é o site www.comparaja.pt ou www.kuantokusta.pt.

Não esquecer de verificar as condições de concessão dos empréstimos como comissões de abertura de dossier, condições de pagamento e prazos de carência.

Sistema de empréstimos do Estado
Diferente desta oferta dos bancos da exclusiva responsabilidade de cada instituição de crédito existe ainda uma linha de apoio a estudantes dependente do estado que é o chamado sistema de empréstimo para estudantes do ensino superior com garantia mútua. Na prática, o Estado assume-se como fiador dos estudantes servindo como garantia de pagamento do crédito no caso de incumprimento.

Esta linha não funcionou nos últimos anos, mas julga-se que deverá ser reposta em 2017. O montante de crédito a conceder a cada aluno poderá variar entre €1.000 e €5.000 por ano de curso, num máximo de €25.000, montante que deverá ser utilizado entre um a cinco anos, de acordo com a duração do curso. O crédito concedido deverá ser amortizado num prazo máximo entre seis a dez anos após a conclusão do curso, com carência de capital durante todo o período de utilização do crédito acrescido de pelo menos um ano. A taxa de juro aplicável durante o prazo total do contrato será fixa com base na taxa do SWAP acrescida de um spread máximo de um por cento. O valor do financiamento poderá incluir inscrições/matrículas, propinas, material didáctico, despesas de estadia fora da zona de residência e alimentação nos locais onde os estabelecimentos de ensino são frequentados. Todavia, existem alguns requisitos mínimos para que o aluno possa beneficiar do sistema de empréstimo para estudantes com garantia mútua, nomeadamente:

  • - Ser cidadão nacional;
  • - Apresentar certificado de matrícula ou documento similar de aceitação no estabelecimento de Ensino Técnico ou Superior;
  • - Não ter incidentes no sistema financeiro português Neste caso terá de resolver os problemas bancários rapidamente;
  • - Não possuir processos judiciais e situações litigiosas.

Caso o estudante reúna todas as condições do protocolo terá o crédito, ou deveria ter, automaticamente aprovado com a garantia autónoma prestada pelas Sociedades de Garantia Mútua que actuam na sua área de residência, que garantem até 100% do capital mutuado a cada cliente.

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